quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Eleição 2008 na UFPA

TV universitária ou aperfeiçoar a comunicação interna?

Quatro candidatos à reitoria da UFPA se dispuseram ao debate do dia 26/11 no ICS (Instituto de Ciências da Saúde) para esclarecer suas propostas, e o assunto, obviamente, não pudia ser outro: saude, mais especificamente Medicina.

Mas, antes de darem inicio ao debate, quase todos os panfletos dos candidatos ja tinham sido distribuídos à plenária. Neles as propostas eram mais diversificadas. Alguns propunham a ampliação das mídias da universidade, outros apenas esqueceram do detalhe.
Tudo bem, se alí não estivessem mais de dez estudantes de Comunicação Social da UFPA buscando conhecer a opinião deles sobre o assunto, entre eles, eu.

O debate começa e a confusão já é feita. A candidata Regina que só dirige suas perguntas ao candidato Maneschy provoca Barulho na plenária e surge um pedido de silêncio sob aviso de penalidades (Só pra lembrar que pouco antes de começar, já houveram discussões sobre o imenso banner deste candidato que estampava o fundoi da bancada).

Em meio à promessas de melhoria na qualidade dos cursos de medicina,nutrição, enfermagem, farmácia, etc (que podemos até comparar com as eleições recentes à prefeitura da cidade, que repetiam promessas de construção de prédios), o assunto de comunicação veio a ser discutido somente a partir das perguntas retiradas das urnas.

Ana Tancredi, a candidata defensora das causas pedagógicas da universidade, quando perguntada por mim sobre a falta de propostas em comunicação no seu panfleto, passou uma aparência, tipo: "Não tinha pensado nisso", mas respondeu muito superficialmente:
"Com certeza. O nosso curso de comunicação precisa melhorar. A nossa chapa tem conhecimento disso e vamos fazer.' Coitada! Acho que ela nem assessoria tem. Mas preferir não perguntar isso para não constrangê-la.

A presença do candidato Maneschy foi algo curioso, começando pela retirada do seu imenso banner e terminando na sua pose (que bem lembrava uma pessoa importante da UFPA.humm...quem sera?), intimidou os demais candidatos, me parece, ja que estes o atacavam a todo momento. Regina Feio foi uma, direcionando suas perguntas duas vezes seguidas ao Maneschy, sendo criticada e sofrendo "retaliações" da plenária, não intimidava, assustava. Parecia uma juiza ou advogada de acusação do que uma candidata à eleição.

Os dois ao serem preguntados sobre a importancia da divulgação cientifica na universidade, responderam muito obviamente que pensam nisso e que vão ter diálogo com o curso de comunicação para ver como pode melhorar nesse sentido. Maneschy lembrou o apoio da professora do curso de comunicação social,Regina Alves, e a candidata Regina Feio (não confundem as duas) lembrou a amizade de anos que, segundo ela, tem com a professora Luciana Miranda.

Ricardo Ishak, o candidato dele mesmo como dizem a maioria dos alunos da UFPA, foi o unico candidato do debate que não falou apenas de propostas para os cursos de saude, com um discurso aparentemente democrático, principalmente quando reclamou do seu banner retirado da janela de uma das salas do professor Maneschy, pareceu um homem consciente e com discurso diferente ao ressaltar, entre outras coisas, que a UFPA tem condições de ter uma TV universitária e já é a hora, quando eu lhe pedir que falasse sobre a proposta de ampliação das midias na universidade e que continha em seu panfleto.

Para finalizar, lembro uma frase deste ultimo que é o seguinte: Lembrem-se a urna é muda, cega e surda. Seu voto é secreto.

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